terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

e agora tento entender o quê, agora.
onde me reconheço? qual palavra me diz, ainda, exatamente?

hoje, não sei. não tem tom, não tenho. hoje a vida é de uma solidão imensa - perto da morte, perto.

a verdade, hoje, é essa dor alta, que é no peito, no pescoço, que é bem-dentro.
estou cega, e enxergo tão-bem. hoje sou só eu, dentro das histórias dos outros. dentro de mim. perdida aquidentro, querendo arrancar minha pele, pegar na mão esse mal-estar, me desfazer.
um grito.

me livrar disso.

dizer sim.

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