quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
tempo sem tempo
de quando é preciso ler em voz alta textos nunca esquecidos - a ver que há palavras de que não me lembro, há caminhos por onde passei sem perceber. quando preciso deixar que as luzes se apaguem e enxergar na penumbra o que os olhos não querem ver, o que só as mãos poderiam reconhecer sem a espera prévia do olhar, o cansaço de tantos anos, a banalidade de todos-os-dias. escuto todas as músicas e deixo que signifiquem o que quiserem, o que disserem. é preciso não (des)esperar, é preciso deixar a tarde vir e passar, os olhos arderem de lágrimas, o peito bater sem sentido.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
all other good things
e procurar tanto e então achar e saber que talvez não, não tenha achado, mas que nessas buscas o melhor é quando inesperadamente uns olhos encontram os nossos e a gente sabe que um encontro vale mais do que uma certeza. que isso que procuramos está mesmo em toda-parte.
segunda-feira, 4 de março de 2013
que horas você volta?
não me esperam mais. não tem ninguém do outro lado da porta espreitando a fresta, segurando a respiração pra escutar a minha, levantando a mão pra tocar a madeira ou entrar sem bater. não vem ninguém hoje me dar boa-noite, ajeitar o cobertor, deitar ao meu lado. ninguém vai me ouvir se eu chorar, ninguém vai me mandar dormir.
não espero mais. me deito pra dormir e só o que posso fazer é apertar bem os olhos, forçando pra que fiquem fechados, pra que não procurem uma luz, não busquem um som no meio do escuro. não seguro minha respiração pra escutar o silêncio, não pergunto "já dormiu?" nem preciso me virar devagar pra não acordar ______.
o coração ainda salta quando escuta o barulho de porta se abrindo. talvez seja uma porta a quilômetros de distância, talvez não seja nenhuma. os olhos se abrem e encontram o mesmo ar parado. de novo forçando as pálpebras, as luzes se dissipando, torço pra que logo, bem em breve, seja minha a porta que se abre.
[pergunto para o vazio: que horas você chega?]
não espero mais. me deito pra dormir e só o que posso fazer é apertar bem os olhos, forçando pra que fiquem fechados, pra que não procurem uma luz, não busquem um som no meio do escuro. não seguro minha respiração pra escutar o silêncio, não pergunto "já dormiu?" nem preciso me virar devagar pra não acordar ______.
o coração ainda salta quando escuta o barulho de porta se abrindo. talvez seja uma porta a quilômetros de distância, talvez não seja nenhuma. os olhos se abrem e encontram o mesmo ar parado. de novo forçando as pálpebras, as luzes se dissipando, torço pra que logo, bem em breve, seja minha a porta que se abre.
[pergunto para o vazio: que horas você chega?]
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
de repente você se vê correndotanto que suas pernas não conseguem nem acompanhar seus passos. como se você tivesse pressa, muitapressa, como se fugisse de alguma-coisa, ou como se te esperassem, como se tivesse para onde ir.
(se não fosse tão-óbvio, diria que você foge de você-mesma.)(que fujo de mim-mesma.)
o peito salta, como se fosse um soco por-dentro. você não tem pra onde ir, não tem por que correr. os passos acalmam, os pés pisam o chão.
tempo é tudo o que temos.
(se não fosse tão-óbvio, diria que você foge de você-mesma.)(que fujo de mim-mesma.)
o peito salta, como se fosse um soco por-dentro. você não tem pra onde ir, não tem por que correr. os passos acalmam, os pés pisam o chão.
tempo é tudo o que temos.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
tenho medo de me deitar com você
porque os nós não se desatam e os fios são contínuos. as cordas vibram ao toque, e a nota só existe porque alguém escuta.
um dia me disseram - eu ainda não sei - que a música vai se fazendo, mesmo sem a gente perceber. de repente, você vê, de repente você tá lá ouvindo, dançando. sem saber.
mas sempre: quando a gente começa a dançar conforme a música, ela acaba.
(então me abraça, me devora, pela última vez)
e todas as músicas são continuação das outras. notas finitas, combinações impensáveis. tudo vibra.
o-que-foi ecoa no que vai-ser. repetidamente.
de novo: fermata
(pelotempoquedurar)
corro o risco outra vez.
um dia me disseram - eu ainda não sei - que a música vai se fazendo, mesmo sem a gente perceber. de repente, você vê, de repente você tá lá ouvindo, dançando. sem saber.
mas sempre: quando a gente começa a dançar conforme a música, ela acaba.
(então me abraça, me devora, pela última vez)
e todas as músicas são continuação das outras. notas finitas, combinações impensáveis. tudo vibra.
o-que-foi ecoa no que vai-ser. repetidamente.
de novo: fermata
(pelotempoquedurar)
corro o risco outra vez.
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