quinta-feira, 14 de novembro de 2013
tempo sem tempo
de quando é preciso ler em voz alta textos nunca esquecidos - a ver que há palavras de que não me lembro, há caminhos por onde passei sem perceber. quando preciso deixar que as luzes se apaguem e enxergar na penumbra o que os olhos não querem ver, o que só as mãos poderiam reconhecer sem a espera prévia do olhar, o cansaço de tantos anos, a banalidade de todos-os-dias. escuto todas as músicas e deixo que signifiquem o que quiserem, o que disserem. é preciso não (des)esperar, é preciso deixar a tarde vir e passar, os olhos arderem de lágrimas, o peito bater sem sentido.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário