quarta-feira, 5 de maio de 2010

(re)volta

aceito voltar.

só o que não me passa são as obrigações, que não aceito.
e que não passam nunca, então. porque não (me)obrigo.

me abrigo em quartos escuros,
músicas altas,
versos perdidos de autores esquecidos e a plena certeza de que nunca serei poetisa.
(não sei, mas, se um dia eu for, direi que sou poeta.)
me abrigo em coisas-boas, na vida que eu alego pro mundo que não-posso-deixar-passar.

mas ela passa.
e eu passo e sequer olho pro lado.
eu olho pro mar - sempre.
[por isso os olhos dessa cor. uma indefinição de misturas: é só um reflexo confuso do que estou s(v)endo.]

então, me acabo.
(e salto - feito o mar estivesse em mim, por todos-os-lados)

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