querendo ver até onde aguenta, procurando saber se tudo já passou;
observando o instante exato do desespero, marcando o passo definitivo.
talvez assim não seja justo. paradoxo do observador.
eu previa cada ladrilho solto na calçada, listava na cabeça a ordem das ruas, sabia (sem poder saber) que não encontraria ninguém em nenhuma esquina.
a gente tenta ver até onde dá. em passos lentos, em olhares distraídos.
refazendo caminhos que antes nos levavam exatamente aonde queríamos estar.
e inventamos, ainda, acasos e encontros que, na nossa imaginação, passam leves como irrealidades. é assim que vemos como quase-tudo é previsível e controlável, menos nós mesmos.
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