quarta-feira, 7 de setembro de 2011

(sargaço mar, sargaço ar)

correr até não reconhecer mais-nada, até chegar do outro-lado (do que não sei).

na outra margem.

o que é que tanto a gente tá buscando? não é nada; não é?
não é nada, e todomundo sabe disso, e toda-gente sabe disso. mas todos continuam buscando. por quê?
a gente fica querendo, esperando. o-quê?
a humanidade só conhece as tristes-noites, quando ficamos esperando um barco atracar no cais. todos-os-dias, todas as noites precisamos lidar com o que não chegou. a morte não chegou, a vida não chegou. o que chega é a manhã, mais um dia, e uma maldita esperança que nos desperta.

eu queria entender pra quê.

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